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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Folclore Alagoano


Alagoas se configura como estado que detém a maior diversidade de manifestações culturais populares, com destaque para os 27 tipos de folguedos e danças populares que são fonte de referência para estudiosos e artistas de todo o país. As quadrilhas, o bumba-meu-boi, o coco de roda, o fandango, o guerreiro, pastoril, dança das fitas e reisado são os mais conhecidos folguedos que compõem o diversificado folclore alagoano.




BUMBA- MEU -BOI -  Manifestação que celebra o boi, representado em quase todo o Brasil, com pequenas variações de nome e estilo.
O “boi”, uma armação de madeira recoberta de tecido vistoso, é conduzido por dois vaqueiros, entre danças e trejeitos no meio da multidão. Durante o auto, é comum a apresentação de pequenas coreografias relativas a outros animais.


 COCO DE RODA - O Coco de Roda é a mais primitiva manifestação do Coco, e a de coreografia mais simples.Formada a roda de dançadores, na cadência da palmas e dos cantos entoados, uma ou duas parelhas fazem o sapateado no centro, enquanto os demais permanecem em seus lugares. A seguir, dirigem-se até outra parelha, em qualquer parte da roda, e através da umbigada, escolhem-na para substituí-los no centro da roda, tomando o seu lugar.



FANDANGO - Também conhecido como Marujada, Barca, Nau Catarineta ou Chegança de Marujos.
Este auto é uma dança dramática com motivo náutico, com forte inspiração portuguesa, influência que está presente nas cores (azul e branca) das vestimentas dos participantes.
Não tem enredo próprio nem seqüência lógica. Constitui uma série cantigas náuticas de diversas épocas e origens, que falam das odisseias marítimas dos navegadores, lembrando o sofrimento de uma nau perdida, a calmaria, a fome e a solidão no mar, além de retirar as lutas e o heroísmo dos marujos.

GUERREIRO - Característico de Alagoas, o guerreiro nasceu da mistura do Reisado, Auto dos Caboclinhos, Chegança e Pastoril, guardando com o primeiro uma grande semelhança, quebrada apenas pelo maior número de figurantes e episódios, além de trajes mais ricos e cantigas mais belas.
É uma seqüência de cantigas dançadas por um conjunto de bailarinos paramentados de vestimentas multicoloridas, imitando antigos trajes da nobreza colonial. È justamente a vestimenta que mais chama a atenção neste folguedo. Nestes paramentos, as seda, o brocado e os metais e pedras preciosas são substituídos, pelo gosto e possibilidade econômica do povo, por fitas, espelhos, enfeites de árvore de natal, contas coloridas, diademas e coroas de imitação.

PASTORIL - De origem lusitana, reproduz peças natalinas defronte a presépios ou em tablados armados com esta finalidade, e é o mais popular e difundido folguedo de Natal no folclore de Maceió.
Trata-se de uma fragmentação do Presépio, sem os textos declamados e diálogos, constituído apenas por jornadas soltas, canções e danças religiosas ou profanas, de variados estilos e épocas, sem qualquer ordem ou seqüência lógica. Apenas a jornada inicial – ou Boa Noite – e a final – ou Despedida -, obedecem esta ordem, sendo as demais, geralmente hozona ao nascimento de Jesus ou disputas entre os dois cordões de livre criação do grupo É representado por garotas de todas as camadas sociais.




Fonte: http://www.guiasurbanos.com.br/folclore.htm

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