Alagoas se configura como estado que detém a maior diversidade de manifestações culturais populares, com destaque para os 27 tipos de folguedos e danças populares que são fonte de referência para estudiosos e artistas de todo o país. As quadrilhas, o bumba-meu-boi, o coco de roda, o fandango, o guerreiro, pastoril, dança das fitas e reisado são os mais conhecidos folguedos que compõem o diversificado folclore alagoano.
BUMBA- MEU -BOI - Manifestação que celebra o boi, representado em quase todo o Brasil, com
pequenas variações de nome e estilo.
O “boi”, uma armação de madeira recoberta de tecido vistoso, é conduzido por
dois vaqueiros, entre danças e trejeitos no meio da multidão. Durante o auto, é
comum a apresentação de pequenas coreografias relativas a outros animais.
COCO DE RODA - O Coco de Roda é a mais primitiva manifestação do Coco, e a de
coreografia mais simples.Formada a roda de dançadores, na cadência da palmas e
dos cantos entoados, uma ou duas parelhas fazem o sapateado no centro, enquanto
os demais permanecem em seus lugares. A seguir, dirigem-se até outra parelha,
em qualquer parte da roda, e através da umbigada, escolhem-na para
substituí-los no centro da roda, tomando o seu lugar.
FANDANGO - Também conhecido como Marujada, Barca, Nau Catarineta ou Chegança de
Marujos.
Este auto é uma dança dramática com motivo náutico, com forte inspiração
portuguesa, influência que está presente nas cores (azul e branca) das
vestimentas dos participantes.
Não tem enredo próprio nem seqüência lógica. Constitui uma série cantigas
náuticas de diversas épocas e origens, que falam das odisseias marítimas dos
navegadores, lembrando o sofrimento de uma nau perdida, a calmaria, a fome e a
solidão no mar, além de retirar as lutas e o heroísmo dos marujos.

GUERREIRO - Característico de Alagoas, o guerreiro nasceu da mistura do Reisado,
Auto dos Caboclinhos, Chegança e Pastoril, guardando com o primeiro uma grande
semelhança, quebrada apenas pelo maior número de figurantes e episódios, além
de trajes mais ricos e cantigas mais belas.
É uma seqüência de cantigas dançadas por um conjunto de bailarinos paramentados
de vestimentas multicoloridas, imitando antigos trajes da nobreza colonial. È
justamente a vestimenta que mais chama a atenção neste folguedo. Nestes
paramentos, as seda, o brocado e os metais e pedras preciosas são substituídos,
pelo gosto e possibilidade econômica do povo, por fitas, espelhos, enfeites de
árvore de natal, contas coloridas, diademas e coroas de imitação.

PASTORIL - De origem lusitana, reproduz peças natalinas defronte a presépios ou em
tablados armados com esta finalidade, e é o mais popular e difundido folguedo
de Natal no folclore de Maceió.
Trata-se de uma fragmentação do Presépio, sem os textos declamados e diálogos,
constituído apenas por jornadas soltas, canções e danças religiosas ou
profanas, de variados estilos e épocas, sem qualquer ordem ou seqüência lógica.
Apenas a jornada inicial – ou Boa Noite – e a final – ou Despedida -, obedecem
esta ordem, sendo as demais, geralmente hozona ao nascimento de Jesus ou
disputas entre os dois cordões de livre criação do grupo É representado por
garotas de todas as camadas sociais.
Fonte: http://www.guiasurbanos.com.br/folclore.htm